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...uma entre muitas. Sofro, faço festa, canto, rejuvenesço. Revivo todos os sentimentos em apenas uma música... Sou uma bailarina!

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Quarta-feira, Julho 23
9:24 AM

FORTALEZA NO MAPA
Thiago Soares vem para cá


Desculpem o bairrismo, mas ele se explica com o simples fato de ser raríssimo termos grandes estrelas do balé se apresentando por estas terras. O principal motivo é a falta de um palco adequado para uma grande companhia. Acontece que o espetáculo de Thiago é uma gala e, por conta disso, o bailarino estará aqui, dia 25 de agosto, com outras estrelas internacionais, para uma apresentação no Theatro José de Alencar!

Estou eufórica! É difícil até de acreditar, mas tá aí o release para vocês verem como é de verdade!!! O espetáculo passa ainda pelo Rio de Janeiro, por Salvador, Belo Horizonte, Brasília e São Paulo.


THIAGO SOARES
AND FRIENDS NO BRASIL
Estrela do Royal Ballet de Londres, o brasileiro Thiago Soares é, sem dúvida, uma das principais revelações do balé clássico mundial nas últimas décadas. Tendo iniciado sua carreira no Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, ainda bastante jovem, foi convidado a integrar os quadros da celebrada companhia inglesa apenas quatro anos depois.
Thiago se juntou à Dell´Arte Soluções Culturais para a realização de um espetáculo especial, que traz para os palcos brasileiros, além de Thiago, nomes como a nova estrela do Royal Ballet, Marianela Nuñez, além de outros astros da dança internacional como Alicia Amatriain, Laura Morera, Jason Reilly, Ricardo Cervera, David Makhateli e Natalia Kremen.
Thiago Soares & Friends no Brasil será visto no Theatro Municipal do Rio de Janeiro no dia 18 de agosto; no Teatro Cláudio Santoro de Brasília no dia 21 de agosto; no Teatro Castro Alves, em Salvador, no dia 22 de agosto; no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, no dia 23 de agosto; no Teatro José de Alencar, em Fortaleza, dia 25 de agosto; e no Theatro Municipal de São Paulo no dia 26 de agosto.

O Espetáculo
Magia e encantamento: duas palavras que se aplicam perfeitamente ao mundo da dança, especialmente ao do balé clássico. Nada mais eletrizante do que assistir à performance de bailarinos brilhantes encarnando as personagens de contos de fada, recriando os grandes momentos dos balés que embalaram os sonhos de crianças e de adultos. Contar um pouco da história da dança universal, trazendo para o público coreografias de estilos diferenciados – do clássico ao contemporâneo, pas-de-deux consagrados dividindo o mesmo programa com tangos argentinos, momentos eternizados nos palcos ao longo de centenas de anos, mostrados para o público em um mesmo espetáculo.

Thiago Soares, primeiro bailarino do Royal Ballet de Londres sugeriu o formato do espetáculo, um modelo hoje tradicional nas temporadas européias. Para acompanhá-lo foi feita uma seleção criteriosa de outras grandes estrelas da dança que iriam compor o “cast” do espetáculo. O próprio bailarino se encarregou de convidar alguns companheiros para dividirem com ele o palco. E foram surgindo os nomes: Alicia Amatriain, Laura Morera, Marianela Nuñez, Natalia Kremen, David Makhateli, Jason Reilly e Ricardo Cervera - todos eles astros de renome internacional, integrantes das mais prestigiosas companhias européias. Montado o elenco, o espetáculo ganhou seu nome: “Thiago Soares & Friends no Brasil”.

Segunda decisão: sacudir um pouco a poeira e inovar, trazendo, ao lado de números bastante conhecidos do público, outros inteiramente inéditos no Brasil, todos eles assinados por grandes coreógrafos.

Assim, definidos os bailarinos, foi nascendo o programa. Entre os primeiros números definidos estavam Les Bourgeois – uma coreografia de grande impacto feita por Ben VanCauwenberg, sobre música do grande Jacques Brel. Esta coreografia vem sendo apresentada por alguns dos melhores bailarinos da atualidade e Thiago recebeu de seu próprio autor o direito de apresentá-la durante três anos; Romeu e Julieta (Cena do Balcão) – uma das coreografias brilhantes de um dos maiores criadores de pas-de-deux das últimas décadas, o mago Leonid Lavrovsky; Tchaikovsky Pas-de-Deux – uma homenagem de George Balanchine, o maior nome da corrente de balé neo-clássico, à grande tradição do balé romântico; e A Buenos Aires – uma feliz criação de Gustavo Mollajoli sobre música de Astor Piazzola, dedicada ao bailarino Julio Bocca, que com ela conquistou a Medalha de Ouro no Concurso Internacional de Dança de Moscou.

Os bailarinos
Thiago Soares e Marianela Nuñez
– partners habituais, são mais novos primeiros bailarinos do Royal Ballet de Londres e têm se apresentado como convidados nos principais teatros do mundo. Unidos em cena, acabaram levando a paixão para a vida real, onde formam um simpático casal. Thiago nasceu no Rio de Janeiro e sua primeira experiência foi com a “street dance”. Começou na dança clássica no Centro de Dança Rio, onde foi descoberto e convidado, em 1998, a integrar o quadro de bailarinos do Theatro Municipal. Foi um ano muito especial, que o viu também conquistar a Medalha de Prata do Concurso Internacional de Dança de Paris. O ouro viria em 2001, no Concurso Internacional de Dança de Moscou. No ano seguinte arrumava as malas. Destino: Royal Ballet de Londres.
Marianela é filha de Buenos Aires, onde cursou a Escola de Balé do Teatro Colón. Começou a vida profissional excursionando com Maximiliano Guerra e o Ballet do Colón. Em 1997 segue para Londres, onde freqüenta a Escola do Royal Ballet, cuja companhia passaria a integrar no ano seguinte. Em 2002 o grande salto: é elevada à categoria de primeira Bailarina.

Alicia Amatriain – Primeira bailarina do Stuttgarter Balé. Espanhola de San Sebastian, estudou na Escola de John Cranko em Stuttgart, onde dançou vários papéis importantes. Em 1998 foi contratada pelo Ballet de Stuttgart como aprendiz. No ano seguinte já integrava o corpo de baile da companhia, sendo promovida a primeira bailarina em 2002.

Laura Morera – Espanhola de Madri, é primeira bailarina do Royal Ballet de Londres. Depois de freqüentar a The Royal Ballet School, ingressou na companhia em 1995, passando a Primeira Solista em 2002.

Natalia Kremen – A jovem Natalia promete ser uma das grandes revelações da dança clássica na Europa, onde tem recebido críticas encorajadoras. Atualmente é artista do English National Ballet.

David Makhateli – Primeiro bailarino do Royal Ballet de Londres desde 2003, o georgiano também se formou na escola da companhia. Colecionador de prêmios, é laureado do Prix Lausanne e do Concurso Internacional de Ballet Diaghilev. Foi premiado ainda no Concurso Internacional de Ballet de Paris. Dançou com o BRB e com o Ballet Nacional de Holanda por toda a Europa, Ásia e Américas, e como primeiro bailarino no Houston Ballet.

Jason Reilly – Primeiro bailarino do Stuttgarter Ballet, é canadense de Toronto, formou-se na Escola Nacional de Balé da cidade. Em 1997 ingressava no Ballet de Stuttgart, onde foi promovido a Primeiro Solista em 2003, tornando-se logo um dos favoritos do público e dos coreógrafos, que criaram diversas peças especialmente para ele.

Ricardo Cervera – Natural de Málaga, é solista do Royal Ballet de Londres, cuja escola cursou antes de ingressar na companhia, em 1993. Em 2002 era promovido a Primeiro Solista.

Programa
“Tchaikovsky Pas de deux”
Coreografia: George Balanchine
Música: Tchaikovsky

“Nocturne”
Coreografia: Lian Scarlett
Música: Chopin

“Gisele” - pas de deux
Coreografia: Jean Coralli, Jules Perrot e Marius Petipa
Música: Adolph Adam

“Ballet 101”
Coreografia e musica: Eric Gauthier

“Coppelia” - Ato 3 - Grand pas de deux
Coreografia Ninette de Valois
Música: Leo Delibes

Intervalo

''A Buenos Aires”
Coreografia: Gustavo Mollajoli
Música: Astor Piazzola

“Romeo and Julieta" - Balcony Pas de deux
Coreografia Leonid Lavrovsky
Música: Sergei Prokofiev

“Les Bourgeois”
Coreografia: Ben Van Cauwenbergh
Música: Jaques Brel

“Le Grand Pas de deux”
Coreografia: Christian Spuck
Música: Gioachino Rossini

“Le Corsaire - pas de Trois”
Coreografia: Marius Petipa
Música: R. Drigo

SERVIÇO
Rio de Janeiro
Local: Theatro Municipal
Data: 18 de agosto
Horário: 20:30h

Vendas: Theatro Municipal
Disque Dell`Arte: 3235-8545 / 2568-8742
http://www.ticketronic.com.br/

Preços:
Frisa e Camarote: R$ 600,00
Balcão Nobre e Platéia: R$ 100,00
Balcão Simples: R$ 70,00
Galeria: R$ 30,00

Brasília
Local: Teatro Nacional Claudio Santoro: Sala Villa Lobos
Data: 21 de agosto
Horário: 21:00hs

Vendas: Teatro Nacional Claudio Santoro: Sala Villa Lobos
Disque Dell´Arte Nacional: 4002-0019 - o custo é de ligação local
Promoção lançamento Disque Dell´Arte Nacional: comprando o ingresso pelo telefone o cliente recebe seu ingresso em casa sem custo adicional.

Preço: R$ 120,00
Meia entrada: Estudante, Clube VIP, Doadores de alimentos (R$ 60,00)

Salvador
Local: Teatro Castro Alves
Data: 22 de agosto
Horário: 21:00

Vendas Teatro Castro Alves: 3117-4899SAC Shopping Barra - 3264.5955/ SAC Shopping Iguatemi - 3450.5922abertura vendas: 07/08

Preços:
Filas A a P: R$ 100,00
Filas Q a Z: R$ 80,00
Filas Z1 a Z11: R$ 60,00

Belo Horizonte
Local: Palácio das Artes
Data: 23 de agosto
Horário: 21:00

Vendas: Palácio das Artes - Informações: (31) 3236-7400
Disque Dell´Arte Nacional: 4002-0019 - o custo é de ligação local
Promoção lançamento Disque Dell´Arte Nacional: comprando o ingresso pelo telefone o cliente recebe seu ingresso em casa sem custo adicional.

Preços:
Platéia I: R$ 100,00
Platéia II: R$ 80,00
Platéia Superior: R$ 70,00

Fortaleza
Local: Teatro José de Alencar
Data: 25 de agosto
Horário: 19h30

Vendas: Rua Liberato Barroso s/n - Praça Jose de Alencar

Preços:
Platéia, Frisas, Camarotes: R$60,00Torrinha: R$30,00

São Paulo
Local: Theatro Municipal
Data: 26 de agosto
Horário: 21:00

Vendas: Theatro Municipal
http://www.ticketmaster.com.br/

Preços:
Setor I: R$ 100,00
Setor II: R$ 80,00
Setor III: R$ 60,00

Censura: 6 anos

Quarta-feira, Julho 16
9:03 PM

26º Festival de Dança de Joinville

A essa hora, milhares de bailarinos de todo o país estão se deliciando com a versão completa do Municipal do Rio de Janeiro para O Lago dos Cisnes, espetáculo escalado para a abertura do maior e mais famoso festival de dança do país!

Nesse meio tempo, damos uma olhada nos grupos clássicos selecionados e fazemos um balanço do que vem por aí. Alguém sabe explicar por que a variação de Diana simplesmente sumiu de Joinville? Há uns cinco anos, só se dançava Diana. Hoje não tem uma bailarina sequer arriscando o passo. Em compensação, o escondidíssimo La Vivandière começa a se popularizar. É bem interessante, porque as variações presentes aí são de muita bateria e agilidade em contraponto aos costumeiros e impressionáveis solos de pernões e mil giros.

Na verdade, com uma olhada geral, a impressão é mesmo de que querem tirar o estigma de que ballet bom é circo. A maioria das variações femininas selecionadas são doces. A moda agora é se vestir de camponesa e dançar algo ao melhor estilo La Fille ou Coppelia. São tantos solos desses que, quem estiver no festival, pode ter a certeza de sair de lá com mais duas ou três peças no repertório de tanto assistir aos outros.

Engraçado como realmente existem fases nas escolhas do festival, não é? Cadê as milhares Esmeraldas que costumavam participar? Só três dessa vez. E Pas classiques? Somente uma. Florines continuam brotando em todo pé. Essa é uma moda que se transformou em tendência. Ninguém abandona o solo para as iniciantes.

Quem vai fazer o público respirar em meio a tantas coreografias já batidas é a a família Almeida. A professora Aracy de Almeida conseguiu encontrar as referências do recém-reconstruído balé O Despertar de Flora e vai apresentá-lo na categoria conjunto avançado. Muita expectativa (e curiosidade para saber como ela conseguiu pegar a coreografia)! Também é o grupo dela que vai dançar o pas-de-deux avançado de Suite en Blanc, balé chiquérrimo e super pouco encenado. Já a Especial Academia de Ballet, do filho Guivalde, traz a novidade de O Oceano e as Pérolas como pas-de-trois. É uma coreografia de 1864, feita por Arthur Saint-León sobre música de Pugni, que está inserida no balé Le petit cheval bossu (mais conhecido por aqui como The Little Hunchbacked Horse).

Confira abaixo a lista dos competidores. Para quem estiver em Joinville, aproveitem por nós!

VARIAÇÃO FEMININACategoria Júnior1. Escola Dançar (ES, Vila Velha)... COPPÉLIA
2. Corpo de Baile do Mvsika! Centro de Estudos (GO,Goiânia)... PAS CLASSIC
3. Studio Dançarte (GO, Goiânia)... A BELA ADORMECIDA
4. Escola de Dança SESIMINAS (MG, BH)... PÁSSARO AZUL
5. Núcleo Balé para Todos (MG,Uberlândia)... PRINCESA FLORINE
6. Juvenil do Conservatório (RJ,RJ) ... AURORA 2º ATO
7. Centro Cultural Vanessa Ballet (SP,Campos do Jordão)... CUPIDO
8. Grupo Juvenil da Escola Municipal de Bailado de Ourinhos (SP,Ourinhos)... FLORINE
9. Ballet Adriana Assaf (SP, SP)... HARLEQUINADE
10. Ballet Márcia Lago (SP,SP)... PÁSSARO AZUL
11. Ballet Paula Firetti (SP, SP)... LA FILLE MAL GARDEÉ
12. Balé Jovem de São Vicente (SP,S.Vicente)... COPPELIA
Categoria Sênior1. Balé Jovem do Centro Cultural Gustav Ritter (GO,Goiânia)... COPPELLIA 3º ATO
2. Harmonia Studio de Dança (MG,BH)... DOM QUIXOTE
3. Ballet Tania Suares (MG,MARIANA)... BODAS DE AURORA
4. Otto Studio Art (PR,CURITIBA)... TALISMÃ
5. Kleine Szene Grupo de Dança (SP,Sto.André)... LE JARDIN ANIMEE-MEDORA
6. Ballet Paula Gasparini (SP, SP)... COPPÉLIA- 3º ATO
7. Especial Academia de Ballet (SP,SP)... ESMERALDA
Categoria Avançada1. Corpo de Baile do Mvsika! Centro de Estudos (GO,Goiânia)... ESMERALDA
2. Studio Dançarte (GO, Goiânia)... GISELLE Iº ATO
3. Escola Juvenil SESIMINAS (MG, BH)... VARIAÇÃO ESMERALDA
4. Grupo Vórtice Cia de Dança (MG,UBERLÂNDIA)... KITRI
5. Núcleo Balé para Todos (MG,Uberlândia)... RAYMONDA
6. Projeto Pré-Profissional do Teato Guaíra (PR,CURITIBA)... KITRI - 1 ATO ENTREE
7. Lyceu Escola de Dança (RJ,RJ)... PAQUITA
8. Ballet Aracy de Almeida (SP,SP)...COPPÉLIA "VALSA DO ATO I"
9. Ballet Márcia Lago (SP,SP)... SATANILLA
10. Cia de Ballet Adriana Assaf (SP,SP)... GISELLE(1º ATO)
11. Malosa Studio de Dança (SP,SP)... PAQUITA 2° VARIAÇÃO

VARIAÇÕES MASCULINAS
Categoria Júnior
1. Corpo de Baile Infantil da Escola de Arte Veiga Valle (GO-Goiânia)... PAS CLASSIC
2. Corpo de Baile Infantil da Escola de Arte Veiga Valle (GO-Goiânia)... LA VIVANDIERE
3. Juvenil do Conservatório (RJ-RJ)... ARLEQUINADE
4. Balé Jovem de São Vicente (SP-São Vicente)... SATANELLA

Categoria Sênior
1. Conservatório Brasileiro de dança (RJ-RJ)... ARLEQUINADE
2. Academia de Ballet Elisa (SP-São Bernardo)... LA FILLE RUSSO

Categoria Avançada
1. Otto Studio Art (PR-Curitiba)... DOM QUIXOTE
2. Cia do Conservatório (RJ-RJ)... LA SYLPHIDE
3. Norton Ramos Fantinel (RS-Porto Alegre)... O CORSARIO
4. Núcleo de Dança Niceleite-Ilara Lopes (SP-SP)... ESMERALDA
5. E.M.B. de Taboão da serra (SP-Taboão da Serra)... TAHOR

PAS de DEUX e GRAND PAS de DEUX
Categoria Júnior
1. Juvenil do Conservatório (RJ-RJ)... O PÁSSARO AZUL
2. Centro Cultural Vanessa Ballet (SP-Campos do Jordão)... COPPÉLIA
3. Ballet Adriana Assaf (SP-SP)... CARNAVAL EM VENEZA
4. Ballet Márcia Lago (SP-SP)... PASSARO AZUL

Categoria Sênior
1. Escola Dançar (ES-Vila Velha)... COPPÉLIA
2. Ballet Tania Suares (MG-Mariana)... CHAMAS DE PARIS
3. Conservatório Brasileiro de dança (RJ-RJ)... ARLEQUINADE
4. Grupo Jovem Cadência (SP-Rio Claro)... COPPÉLIA
5. Academia de Ballet Elisa (SP-São Bernardo)... PAQUITA

Categoria Avançada
1. Grupo Vórtice Cia de Dança (MG-Uberlândia)... A ESCRAVA EO MERCADOR
2. Studio de Dança Aracy de Almeida (SP-Praia Grande)... SUITE IN BLANC
3. Ballet Aracy de Almeida (SP-SP)... PAQUITA

PAS DE TROIS
1. Academia de Ballet Elisa (SP-São Bernardo)... PAQUITA
2. Especial Academia de Ballet (SP-SP)... O OCEANO E AS PÉROLAS

CONJUNTOS DE REPERTÓRIO
Categoria Júnior
1. Juvenil do Conservatório (RJ-RJ)... LA FILLE MAL GARDÉE
2. Ballet Adriana Assaf (SP-SP)... SONHO DE DON QUIXOTE

Categoria Sênior
1. Conservatório Brasileiro de dança (RJ-RJ)... LA VIVANDIERE
2. Grupo Juvenil da Fundação das Artes de São Caetano do Sul (SP-S.Caetano do Sul)... LE JARDIN ANIMÉE

Categoria Avançada
1. Corpo de Baile do Mvsika! Centro de Estudos (GO-Goiânia)... PAQUITA
2. Ballet Aracy de Almeida (SP-SP)... O DESPERTAR DE FLORA
3. Cia de Ballet Adriana Assaf (SP-SP)... GISELLE(2º ATO)
4. Equilibrium Companhia de Dança (SP-SP)... " FADAS " A BELA ADORMECIDA

Terça-feira, Julho 15
11:37 PM

Variação demais!

Você já parou para pensar o motivo de o balé Paquita (1847) ter tantos solos seguidos um atrás do outro? Reparando bem, nenhum outro balé tem tantas variações encarrilhadas assim (tá, A Bela Adormecida tem uma porção, mas é exceção!)

Antes de investigar a razão, é preciso entender a história da construção dessa obra de repertório. A coreografia original de Paquita pertence a Joseph Mazilier (sobre a música de Edouard Delvedez). No entanto, em 1881, Marius Petipa enxertou novos trechos ao ballet utilizando músicas de Minkus. Esses pedaços equivalem justamente à parte mais conhecida, dançada em galas: o Grand Pas-de-deux. A cada remontagem, era comum fazer acréscimos à coreografia.

No entanto, a enxurrada de solos de Paquita nasceu por conta de uma bailarina de personalidade fortíssima. Mathilde Kschessinskaya foi a primeira russa a alcançar os 32 fouettés da italiana Pierina Legnani. Por conta de seu virtuosismo, tornou-se primeira-bailarina absoluta do Ballet Imperial na virada do século XIX para o XX. Um belo dia, Mathilde estava escalada para dançar o Grand Pas de Paquita em uma gala de homenagem à ex-imperatriz russa Catarina, a Grande. Daí que ela teve a idéia de pedir para as suas companheiras bailarinas também participassem, fazendo com que cada uma dançasse a sua variação favorita mesmo se ela pertencesse a outros balés.

Assim começou a tradição de apresentar uma suíte inteira de variações no meio do Grand Pas. É por isso que se vê, por exemplo, gente dançando o cupido de Dom Quixote no meio de Paquita. Coincidentemente, essa coreografia utiliza música de Minkus. No entanto, há outros solos que passam longe tanto da música dele quanto da de Delvedez, já que foram extraídas de balés que não têm nada a ver com a concepção original de Mazilier. Só para ter uma idéia, existe aí música de Nikolai Tcherepnin, Riccardo Drigo, Adolphe Adam e a gente dança tudo isso sem nem ter idéia da origem delas! Essa informação gera curiosidades como a que coloca a origem da variação da própria Paquita na reconstrução de Petipa para La Sylphide (1892) em cima da músiva de Drigo.

O grande barato é que alguns desses solos representam hoje o único vínculo do presente com alguns balés coreografados no século XIX que se perderam no tempo, fazendo dessas peças verdadeiros tesouros históricos. Inclui-se, aí, variações de balés perdidos do próprio Petipa, como Les Aventures de Pélée (1876), La Naïade et le Pêcheur (1892) e La Camargo (1901). As informações são do ex-bailarino e pesquisador Lopez e podem ser encontradas
neste site.

Segunda-feira, Julho 14
1:05 AM

Balé Bolshoi apresenta clássico sobre Revolução Francesa


MOSCOU (AFP) — A lâmina da guilhotina se abate com um ruído surdo, a multidão dança freneticamente e avança, ameaçante, enquanto um jovem camponês chora sua bem-amada decapitada, filha do marquês: o Bolshoi retomou um balé soviético sobre a Revolução Francesa (que completa 219 anos nesta segunda-feira), numa versão expurgada de conotações ideológicas.
Intitulado "La Flamme de Paris", A chama de Paris, encenado pela primeira vez em 1932, laureado 15 anos mais tarde com o prêmio Stalin - nome do ditador soviético que o apreciava particularmente -, é também célebre por seu final: uma marcha impressionante na qual os participantes visam a platéia com armas estranhas.
Assim, se este balé glorifica a origem da Revolução e o povo rebelado, esta nova versão é hoje o reflexo de sentimentos ambivalentes sobre o assunto tratado.
O libreto, inspirado no romance de Félix Gras "Les Rouges du Midi", não se atém mais à "história do povo revolucionário derrubando os aristocratas, mas o drama amoroso de pessoas presas no turbilhão dos acontecimentos históricos", explica Alexeï Ratmanski, diretor artístico do Bolshoi e que assina este novo espetáculo.
O cenário deve-se a uma nostalgia da velha cultura do século XVIII, a cargo de Ilia Outkine.
As 300 vestimentas históricas transformam os 140 artistas - toda a trupe do Bolshoi - em camponeses, rebeldes, aristocratas.
Apesar de todas as transformações sofridas pelo libreto, o espetáculo nada perde do dinamismo. As danças do povo revolucionário são tão inflamadas que o assalto ao castelo de Versalhes e o grande incêndio final parecem uma seqüência lógica.
E o drama das jovens vidas ceifadas pela revolução se mistura ao triunfo dos insurgentes.
O Ballet Bolshoi, a Companhia do Grande Teatro Acadêmico para Ópera e Balé de Moscou, teria começado em 1773 quando um grupo de bailarinos - meninos e meninas carentes - freqüentava aulas ministradas num orfanato de Moscou, numa época em que a capital ainda era Leningrado.
A sede atual do Teatro Bolshoi é tombada pela Organização das Nações Unidas como Patrimônio Arquitetônico e Cultural da Humanidade.
No início do século XX, dirigido por A. Gorski (1878 a 1924), o Bolshoi buscava uma nova identidade. Com a capital do país saindo de Leningrado e vindo para Moscou a companhia começa a receber maior incentivo do governo, podendo investir em seus talentos e pagar por aqueles formados pela Escola do Ballet Kirov, que passou a ter o mérito de formadora técnica e estilo impecável, enquanto que o Bolshoi torna-se famoso pela projeção de grandes estrelas, dando vitalidade ao balé russo. (Reprodução AFP)

Domingo, Março 30
1:56 AM

Capítulo 1: Das primeiras impressões...
Ele tinha um macacão verde-escuro, um número no peito e um nome que eu nunca tinha ouvido antes. Tinha também um sorriso discreto, daqueles que parecem nos dizer que, não importa o que esteja acontecendo, tudo vai ficar bem. Talvez por isso, entre mais de 70 pessoas suadas e ansiosas, eu fui lembrar depois justamente dele.
...
Dias depois, com a minha mãe do lado, descobri que não havia passado. Meu nome não estava na lista pregada nas paredes do Theatro José de Alencar. Engoli o choro dos meus 15 anos a seco e tratei de saber quem me tirou o lugar. No meio de um bando de desconhecidos sem rosto, lá estava ele. O mesmo nome, o mesmo sorriso, o mesmo macacão. Naquele momento, o reconhecimento foi fundamental. "Ele mereceu", pensei.
...
Dois anos depois, mesmo lugar de antes. Passei. No entanto, quanta opressão! Xô coque, xô sainha, xô sapatilha... E quando tudo doía, aquela antiga mão se estendia e o mesmo sorriso dizia: "tudo vai ficar bem". Finalmente algo de reconhecível e de confortável naquele espaço.
...
Mais seis anos depois, esbarramos por aí. Eu, novamente perdida. Ele, generosamente disposto a dar a mão. Eu, mais uma vez, acolhida. Ele, mais uma vez, sem minimamente desconfiar disso. No rosto, o mesmo sorriso, agora com direito a sorriso também no meu.
...
No fim das contas, aqueles lábios estavam certos. A crise ganhou um propósito. Tudo ficou realmente bem.

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Sábado, Agosto 18
6:12 PM

Texto publicado originalmente em 20/07/07, no Jornal O POVO


O toque de Misha


Pouco importava se a coreografia era boa ou ruim. Mikhail Baryshnikov estaria lá e pronto. À frente da companhia norte-americana Hell´s Kitchen Dance, o bailarino russo de 59 anos provou para o público brasileiro o porquê de ainda ser considerado um dos últimos mitos da dança mundial. Na última quarta-feira, abrindo o 25º Festival de Dança de Joinville, em Santa Catarina, ele demonstrou ter o toque de Midas; Misha, como é conhecido, carrega consigo a rara capacidade de transformar qualquer movimento em arte. Daí para frente, a qualidade do espetáculo passa para o segundo plano com a certeza de se encontrar ali algo pronto a se comunicar e a emocionar o público.
Foi essa certeza que fez esgotar, em poucas horas, os ingressos para as quatro apresentações do bailarino do Brasil. Hoje é a vez do Rio de Janeiro conferir o espetáculo que prevê três coreografias. Nos próximos dias 24 e 25, são os paulistas que assistem a ele e a sua nova trupe. Após uma carreira consagrada em companhias como a Bolshoi Ballet e o American Ballet Theater, da qual chegou a ser diretor artístico, o bailarino deixou, há mais de 20 anos, o perfeito domínio do balé clássico para apostar nos instigantes questionamentos da dança contemporânea e se fazer, assim, um artista completo.
Um dia antes da apresentação em Joinville, Misha ensaiava no palco do Centreventos e antevia seus quase cinco mil espectadores na noite seguinte. "Estou me sentindo o Mick Jagger", brincou ele em uma entrevista coletiva, numa referência ao sexagenário vocalista da banda Rolling Stones. De óculos, com calça moletom caindo pelos quadris e tênis All Star desamarrado nos pés, ele se punha na frente do palco para o ensaio do trio de pequenos bailarinos da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil que substituiriam uma mudança de última hora no programa da apresentação.
Enquanto isso, nos bastidores do teatro, o zum-zum-zum corria todo em inglês. Um dos filhos de Baryshnikov, Peter, conversava com algumas alunas da Escola do Bolshoi. "Você também dança?" "Sim" "O que, também dança contemporânea?" "É", afirmou ele, dando mais bola para o papo com as novas amigas. De volta ao palco, o bailarino russo já dançava cercado por jornalistas.
Perfeccionista, ele pedia para ajeitarem o contraste da projeção com a qual contracena. Humano, ele chegou a errar um trecho de uma coreografia de conjunto. Ao cair em si, soltou um sorriso e continuou com o passo correto até o momento em que, achando ser o suficiente, parou a música, fez um gesto de corte no pescoço, agradeceu a quem estava ali e sumiu nas coxias, deixando à deriva a jornalista de TV que tentava gravar um trecho de sua reportagem tendo o bailarino como pano de fundo. Tudo assim, em poucas palavras, com a reserva que lhe é típica e que só permitiu uma única entrevista coletiva no Brasil.
Desde o ano passado, a mais nova empreitada de Baryshnikov está em utilizar seu nome para projetar jovens bailarinos e coreógrafos de dança contemporânea com a Hell´s Kitchen Dance. Acontece que, nesse processo, é impossível ele próprio não ficar em evidência, o que é admitido pelos próprios integrantes do grupo. “Isso tudo é uma troca. Ele está nos ajudando a nos desenvolvermos, viajando todo o mundo e fazendo o que amamos de uma forma bastante midiatizada”, pontua William Briscoe, solista da coreografia "Rom", de Aszure Barton, na qual apresenta um apuro técnico refinado e desponta, de fato, como uma promessa.
As outras peças, "Years Later", de Benjamin Millepied, e "Come In", também de Aszure, correm atrás do famoso bailarino ao tratarem exatamente da relação dele com a sua carreira e com o tempo. Exploram, com isso, a incrível capacidade dele de fazer arte com um corpo já envelhecido, mas profundamente maduro. Maturidade essa que falta em um momento ou outro nos trabalhos, mas é compensada pelo pela força cênica apresentada.
Na primeira coreografia, Misha brinca com imagens projetadas de seu passado de bailarino clássico, ainda bem jovem, e contracena consigo próprio numa tentativa de mostrar que agora ele é bem maior do que aquilo que já foi. Já na segunda, a delicadeza e a doçura enchem o palco numa reverência ao que Baryshnikov foi e ainda é. A cena final diz muito do que o bailarino representa para o grupo. Todos caminham juntos pelo palco, até que Misha pára no meio enquanto os outros prosseguem. Teria sido ele deixado para trás? Que nada. Segundos depois, ele vira as costas para a trupe, que também se vira na direção dele, e passa caminhar e a ser acompanhado pelos demais. Essa é a metáfora para a própria vida do artista. Perto dos 60 anos, sem previsão de quando o corpo vai impedi-lo de continuar a carreira, ele mostra, sim, ainda ser um artista que vale a pena ser seguido.

Domingo, Junho 10
11:02 PM

Para quem já sofreu da síndrome dos sapatinhos vermelhos, vale ouvir essa...

Ela é Dançarina
Chico Buarque

O nosso amor é tão bom
O horário é que nunca combina
Eu sou funcionário
Ela é dançarina
Quando pego o ponto
Ela termina

Ou: quando abro o guichê
É quando ela abaixa a cortina
Eu sou funcionário
Ela é dançarina
Abro o meu armário
Salta serpentina

Nas questões de casal
Não se fala mal da rotina
Eu sou funcionário
Ela é dançarina
Quando caio morto
Ela empina

Ou quando eu tchum no colchão
É quando ela tchan no cenário
Ela é dançarina
Eu sou funcionário
O seu planetário
Minha lamparina

No ano dois mil e um
Se juntar algum
Eu peço licença
E a dançarina, enfim
Já me jurou
Que faz o show
Pra mim

Ela é dançarina
Eu sou funcionário
Quando eu não salário
Ela, sim, propina

No ano dois mil e um
Se juntar algum
Eu peço a Deus do céu uma licença
E a dançarina, enfim
Já me jurou
Que faz o show
Pra mim
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Eu sou dançarina...

Quinta-feira, Maio 18
5:37 PM

Fotos e Vídeo do Ballet de Cuba

Se você não teve a oportunidade de ver de perto a turnê A Magia da Dança, do Ballet Nacional de Cuba, pode, ao menos, contentar-se com os "brindes" do blog. O álbum do flickr.com, na coluna da direita, está repleto de fotos da Companhia e, no link abaixo, você faz o download da impressionante bailarina Viegnsay Valdés e suas SEIS PIRUETAS NA PONTA após fazer 32 fouettés!!!!

Viegnsay Valdés faz os fouettés do Cisne Negro

Preste atenção na orientação de como puxar o arquivo: ao clicar no link acima, vai abrir uma outra janela. Quando isso acontecer, desça a barra de rolagem até encontrar a frase "DOWNLOAD THIS FILE". Daí, basta clicar em cima e esperar o download começar, ok?

1:45 PM

O Jeito Cubano de Dançar

Dia 6 de maio, viajei de Fortaleza para Recife apenas para conferir o Ballet Nacional de Cuba. Valeu a pena!

Muito se ouve falar da companhia, mas poucos são os que realmente já conseguiram conferi-la de perto. Quem tem esse perfil, chega para assistir à turnê do Ballet de Cuba com várias expectativas: ver saltos explosivos, giros perfeitamente executados e muita energia em toda a ação. Quando as cortinas fecham, todas as histórias incríveis sobre bailarinos com super-habilidades acabam de se confirmar na frente dos olhos. É tudo verdade.

Numa época em que a dificuldade técnica na dança vem sendo banalizada com o intuito de impressionar juízes em festivais, ela chega aos palcos com outra cara. Deixa de ser exibicionismo para se apresentar como virtuosismo e, com isso, retoma a aura das obras do repertório clássico. Esse casamento entre técnica apurada e objeto artístico talvez só seja possível ali por ter conseguido agregar o mesmo valor humano e artístico de Alicia Alonso, a mestra que comanda a Companhia desde sua fundação em 1948.

Nossos olhos estão acostumados a encarar interpretações circenses e fracas de espírito. Por isso, ao ver “A Magia da Dança”, espetáculo que o grupo vem apresentando na turnê brasileira, nossos olhos brilham, não piscam e, por vezes, enchem d´água. A diferença é nítida e emociona desde Giselle, a primeira peça do programa. O segundo ato do famoso balé romântico ganhou uma nova interpretação e trouxe Willis realmente más e uma Giselle (Vingsay Valdés) extremamente sofrida, mas, ainda assim, apaixonada. Interessante perceber que não era só o rosto, mas todo o corpo, todo movimento que transmitia essa mensagem. Um ótimo início para a noite que apenas começa.

O espetáculo apresenta trechos de vários repertórios famosos: A Bela Adormecida, O Quebra-Nozes, Coppelia entre outros. Em cada cena, há sempre um pas-de-deux de referência na coreologia do balé, demonstrando a incrível habilidade dos bailarinos de mostrarem a desenvoltura a dois. Com o passar das peças, as apresentações crescem e parecem ficar ainda mais ricas.

O ápice dessa festa de talentos acontece quando Yanela Piñera e Ernesto Méjica surgem no palco como Mercedes e Espada, anunciando uma cena de Dom Quixote. Talvez porque a latinidade inerente aos corpos deles entre em ebulição da famosa peça do espanhol Cervantes. A sensualidade e a força do povo cubano se mostram muito claras ali, potencializando os movimentos. Destaque para a belíssima interpretação dos toureiros do corpo de baile, outra coisa difícil de ver em terras brasileiras: talentosos rapazes reunidos em um número extremamente bem ensaiado.

Daí para a frente, toda a apresentação continua no mesmo nível elevadíssimo, com o segundo ato de O Lago dos Cisnes e Sinfonia de Gottschalk, coreografia na qual o balé clássico se mistura aos ritmos cubanos e deixa os bailarinos livres para sorrirem sem fim, como numa exaltação à alegria de dançar. Belo final para uma bela noite.

Infelizmente, esse tipo de espetáculo - encenado como uma gala - tem inevitavelmente limitações. Vê-se pouco o trabalho do corpo de baile, ofuscado pelas estrelas que brilham nos pas-de-deux. Daí, as referências de qualidade acabam se voltando mais para aqueles que já são, naturalmente, os carros-chefe da casa, perdendo-se as referências de conjunto. Houve também a ausência da interpretação das variações (solos) de cada pas-de-deux – talvez para encurtar o programa, já bastante extenso. Os cenários - muito pobres - contrastavam com a riqueza de certos figurinos. Acabou ficando a dúvida: aqueles cenários são simples porque foram feitos para turnês ou todos os da Companhia são primários desse jeito por dificuldades financeiras em um país extremamente empobrecido?

Além disso, fica sempre a vontade de ver as obras completas, com todas as nuances. Esse sim é realmente o teste artístico-mor. Mas fica para a próxima. Por enquanto, deu para sentir como é o jeito cubano de fazer balé (e se inspirar também!). O Ballet de Cuba tem apresentações agendadas para os dias 19 e 20 em Porto Alegre, 22 e 23 em Curitiba e no dia 26 de maio em Belo Horizonte. Aproveitem. Ninguém sabe quando ele virá novamente (e, principalmente, se a grandiosa lenda, Alicia Alonso, ainda estará viva para acompanhar o grupo – é emocionante vê-la agradecendo com seus pupilos).

Domingo, Maio 7
9:05 AM

Direto de Recife...

... me preparando para ver a apresentação do Ballet Nacional de Cuba. Altas expectativas. Alguém aí já viu? Depois posto meus comentários sobre o espetáculo! Até mais!

Sábado, Maio 6
12:37 AM

Paquita - Vídeos

A cena do casamento de Paquita é um dos repertórios mais encenados por companhias em galas mundo afora. Neste trecho, a música é de Ludwig Minkus, o que pode nos fazer lembrar alguns trechos de Dom Quixote. Inclusive, muita gente enxerta alguns dos solos de Paquita quando resolve fazer montagens da obra de Cervantes. Para um leigo, acaba sendo difícil distinguir que aquela variação não faz parte de todo o conjunto. Você já assistiu ao corpo de baile deste balé? Gostaria de ver? Os links abaixo o levarão diretamente para os vídeos. É só esperar a nova página baixar e o vídeo também. Minha sugestão: logo quando a página carregar, procure o símbolo de PAUSE (aqueles dois tracinhos: II) no canto esquerdo da teliha do vídeo. Clique nele e só clique no PLAY (a setinha apontando pra direita) quando toda a faixa verde tiver sido completa. Essa faixa verde indica o progresso de download do vídeo. Quando ela vai de uma ponta a outra da telinha, significa que você vai poder assistir ao vídeo sem interrupção.
Então, siga a lista de links abaixo e passeie por trechos de um balé empolgante: Paquita!

Segunda-feira, Maio 1
11:06 PM

Paquita - Fotos

Na coluna da direita, você pode conferir algumas fotos do balé Paquita. Há cenas do balé completo e outras do famoso trecho encenado em variadas galas. Para ver todas as fotos, basta clicar em cima de alguma delas que você será redirecionado para o site de hospedagem. Espero que gostem!

9:32 PM

Paquita - Libreto

Músico: Edouard-Marie-Ernest Delvedez e Ludwig Minkus
Libreto: Joseph Mazilier e Pierre Foucher
Coreografia: Pierre Lacotte, após a versão original de Joseph Mazilier e Marius Petipa.
Estréia: Paris, Teatro Imperial ( atual Ópera de Paris ) em 01/04/1846.
Bailado em dois atos e três cenas.

ATO I:

Cena 1: No entorno de Saragoza, cidade espanhola. O General de Hervilly inaugura um monumento em homenagem a seu irmão, que foi assassinado, em 1795. Acredita-se que sua mulher e sua filha também tenham sido mortas no mesmo episódio. Na celebração pelo monumento, o povo da cidade dança. O governador tenta aproximar sua filha de Lucien, filho do General. Chegam os ciganos, que se apresentam para os nobres. Entre eles, está Paquita e Inigo, o chefe dos ciganos. A jovem dança e troca olhares com Lucien. Ao final do número, Inigo manda Paquita passar o chapéu para recolher alguns trocados. No entanto, ela se mostra incomodada. Inigo ameaça bater-lhe e Lucien a protege. O cigano percebe o interesse dele pela moça e teme perdê-la, afinal ela é a cigana mais bonita, a que arrecada mais dinheiro quando dança. O governador também teme que o plano de casar o jovem com sua filha seja perturbado. Paquita e Lucien encontram-se a sós e ele pede a ela que fuja com ele. Ela, assustada, não aceita. Todos se retiram e Lucien diz que irá depois, porque os ciganos darão uma festa em sua homenagem. Enquanto isso, Inigo e o governador estão tramam a morte de Lucien, combinando usar Paquita para atraí-lo.

Cena 2: O Esconderijo de Inigo. Paquita está encantada com Lucien. Ela percebe a chegada do governador e se esconde. A jovem escuta a conversa dele com Inigo. Eles combinam de colocar veneno na bebida de Lucien, que deve chegar em breve, atraído por Paquita. Nervosa em seu esconderijo, ela faz barulho. Inigo a surpreende, mas ela o convence de que acaba de chegar ao local. Entra Lucien, que pede abrigo a Inigo. Paquita tenta avisá-lo, por sinais, de que corre perigo. Inigo pede que Paquita prepare a refeição. Daí, então, Lucien se dá conta do perigo. Durante o jantar, Paquita mostrará o que ele pode beber ou não. Ao chegar a bebida envenenada, Paquita derruba uns pratos e, na confusão, ela troca os copos. Logo depois, Inigo adormece. O casal foge para o palácio do General de Hervilly, pois os guardas do governador logo chegariam para matar Lucien.

ATO II:

Cena 3: O Palácio do General de Hervilly. Ao chegar no lugar, Paquita e Lucien contam o que o governador tramou com Inigo. O General manda prendê-lo. Lucien anuncia o desejo de casar com Paquita. Ela reluta e, ao se afastar de Lucien, percebe que o retrato do irmão falecido do General é o mesmo do camafeu que ela carrega desde criança. Paquita, então, entende ter sobrevivido ao ataque que matou seu pai, tendo sido tomada para ser criada com os ciganos. Feliz com o reencontro, o General manda celebrar o casamento de Lucien e Paquita.

Sexta-feira, Abril 28
11:44 PM

Qual a origem de Carnaval em Veneza?

Esse famoso pas-de-deux, encenado frequentemente em galas e festivais, foi coreografado por Petipa sob a música de Pugni por volta de 1860. Muito se pergunta se a peça acabou sendo o único elemento restante de um balé completo que Petipa supostamente criara. Na verdade, não é. Carnaval em Veneza era encenado como parte de um vaudeville, ou seja, uma espécie de show de variedades que consistia em uma mescla de cantoria, dança, esquetes cômicas, atuação entre outros. Para unificar todos esses temas, haveria um tema comum, mas nada que possa determinar uma história concreta por trás das mímicas do pas-de-deux.

No entanto, com o passar do tempo, algo mudou em relação a essa coreografia. Ela foi enxertada num balé completo intitulado Le Diable Amoreaux, que retrata a história de um demônio em forma de mulher que se apaixona por um mortal. Supostamente, é por isso que o pas-de-deux também é conhecido, atualmente, por Satanella.

Quinta-feira, Abril 27
3:16 PM

Que ver o Thiago Soares dançando?

Clique no link abaixo e comece o download de um vídeo no qual Thiago Soares encarna Orion, o vilão do balé Sylvia, que ele encenou com Darcey Busell. Prestem atenção na interpretação dele e depois digam o que acharam!


Preste atenção na orientação de como puxar o arquivo: ao clicar no link acima, vai abrir uma outra janela. Quando isso acontecer, desça a barra de rolagem até encontrar a frase "DOWNLOAD THIS FILE". Daí, basta clicar em cima e esperar o download começar, ok?