quinta-feira, 13 de abril de 2006

A Filha do Faraó - Fotos

Montei um álbum de fotos desse balé no www.flickr.com. Por lá, fica mais fácil de acessá-las. Para chegar no álbum, desça a barra de rolagem do blog e veja as fotos encontradas na coluna da direita. Daí, basta clicar em cima e apreciar.
As fotos fizeram parte da divulgação da turnê do Bolshoi nos Estados Unidos em 2005.
Tem muita coisa linda! Atentem para os suntosos cenários da produção. Outra coisa bacana é ver as belas Zhakarova e Alexandrova, que se revezam no papel de Aspicia, a Filha do Faraó.
A Filha do Faraó - Libreto

Hoje e amanhã, vamos falar do balé de repertório "A Filha do Faraó", criado em 1862 por Petipa para o Kirov de então. Foi um de seus primeiros balés, mas, com o tempo, ele ficou esquecido. Em 2000, Pierre Lacotte decidiu remontá-lo e o Bolshoi foi a casa que recebeu a nova coreografia. Neste post, apresentamos o libreto do balé dividido por atos. Mais tarde e amanhã, posto aqui comentários curiosos sobre a produção, fotos e vídeos desse novo repertório que promete muito em breve invadir os festivais de dança com novas variações! Curtam a história por enquanto:

ATO I:

Cena 1: Lorde Wilson é um arqueólogo inglês. Numa expedição ao Egito, ele e seu serviçal, John Bull, são convidados para visitarem a tenda de alguns mercadores. No entanto, o local é atingido por uma tempestade de areia e, subitamente, os dois amigos se vêem no interior de uma pirâmide. Abalado, Lorde Wilson fuma ópio e adormece. Eis que, de repente, surge uma princesa egípcia, Aspicia. Ela transforma os exploradores ingleses também em egípcios. Lorde Wilson e John Bull são, agora, Ta-Hor e Passiphonte.

Cena 2: Na floresta, Aspicia acompanha seus servos em uma caçada. Ela é atacada por um leão e Ta-Hor a salva. Os dois se apaixonam. Neste momento, o Faraó aparece e manda prenderem o jovem por abraçar sua filha.

Cena 3: De volta ao templo, o Faraó faz um acordo para casar Aspicia com o Rei da Núbia mesmo contra a vontade da filha. Durante a cerimônia, Ta-Hor se liberta e salva a moça do matrimônio indesejado. Os dois fogem. O Faraó e o Rei vão atrás de capturar a noiva fugitiva e o amante dela.


ATO II:

Cena 4: Ta-Hor e Aspicia escondem-se em uma cabana de pescadores à beira do Rio Nilo. Ele sai para pescar com os outros moradores e deixa Aspicia sozinha. Ela é, então, surpreendida pelo Rei da Núbia, que a ameaça caso não retorne para o reino com ele. Sem pensar duas vezes, a jovem mergulha no rio, deixando claro que prefere morrer a casar-se com ele. Quando Ta-Hor e Passiphonte voltam à cabana, o Rei os captura.

Cena 5: Aspicia chega ao fundo do mar, lugar de confluência de vários rios que dançam para ela. Ela também encontra o Deus do Nilo, que a permite voltar à terra para encontrar o seu amado.


ATO III:

Os pescadores encontram a princesa na beira do rio, justo quando Ta-Hor está prestes a ser condenado à morte sob a acusação de ter provocado a morte de Aspicia. A jovem culpa o Rei da Núbia por sua tentativa de suicídio e implora a seu pai para que Ta-Hor seja libertado. Ao ter o pedido negado, ela tenta se suicidar mais uma vez. Para impedir o feito, o Faraó volta atrás e finalmente abençoa a união do casal.

Neste momento, Lorde Wilson acorda ao lado do sarcófago de Aspicia e percebe que todas as emoções vividas no Egito Antigo não passaram de um sonho.

quarta-feira, 12 de abril de 2006

Novo filme de dança a caminho!


Take the Lead é o título da mais nova produção cinematográfica de dança da Fox. O filme estreou na última sexta-feira (dia 7) nos Estados Unidos e já se encontra em terceiro lugar nas bilheterias, arrecadando R$ 12, milhões apenas no primeio fim-de-semana em cartaz. O enredo é inspirado na história real de Pierre Dulane (interpretado por Antonio Banderas), um ex-bailarino que agora se encarrega de ensinar dança de salão em uma escola pública de Nova York. No entanto, ele sofre a resistência e o preconceito dos alunos, que preferem o hip hop. Juntos eles vão ponderar as diferenças e criar um novo estilo de dança.

Dessa forma, a produção parece construir-se como mais um filme-clichê de dança ou de professores carismáticos com "profundas" lições de moral. Mas não podemos julgá-lo pelo trailer, não é mesmo? Quem sabe o título surpreende. Pelo menos, temos certeza de que haverá cenas de dança (e, geralmente, elas pagam o filme para nós bailarinas e bailarinos!).

No Brasil, o longa vai se chamar Vem Dançar e deve estrear no dia 2 de junho. Até lá, fiquei com o trailer! Para puxar, clique no link abaixo com o botão direito do mouse e selecione "Salvar destino como" ou "Save as".

CLIQUE AQUI E PUXE O TRAILER DO FILME

domingo, 9 de abril de 2006

Dança e Cinema

"Não deveria haver revolução sem dança"

- V, personagem-título de V de Vingança, filme atualmente em cartaz nos cinemas de todo o país.
Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

sábado, 8 de abril de 2006

Para quem está em São Paulo...

Balé da Cidade de São Paulo estréia Constanze no Municipal

Coreografia de Mario Nascimento para o Balé da Cidade é um avanço na trajetória da companhia
por Helena Katz
Constanze, coreografada para o Balé da Cidade de São Paulo


SÃO PAULO - A estréia de Constanze, coreografada por Mario Nascimento para o Balé da Cidade de São Paulo, em cartaz no Teatro Municipal até domingo, aconteceu dentro de um tipo de programação que agregou a Cia. 2, espalhada por vários espaços do teatro, às 20 horas, em Fragmentos Mozartianos, com direção de Fabio Mazzoni; o Corpo de Baile Jovem, que abriu a noite na sala principal, dançando Anlage, de Flávio Lima; e a Orquestra Sinfônica Municipal, em dia de estréia de seu novo regente, José Maria Florêncio.

Comecemos pela relação música-dança. Tocar para uma companhia de dança/dançar com orquestra ao vivo pede por um expertise bem mais complexo do que simplesmente reunir dois corpos estáveis no mesmo espaço, para que cada um realize o que sabe fazer sem o outro. Será louvável, caso não se configure como um arroubo administrativo e sim, como um projeto de gestão.

Faz-se mesmo necessário inventar modos da Cia. 2 se relacionar com seus colegas de elenco do Balé da Cidade. Ter eleito a ocupação espacial do teatro como um parâmetro resultou em uma boa experiência. Todavia, o mesmo não vale para a acomodação que foi feita entre profissionais (as duas cias. do Balé da Cidade) e não-profissionais (os alunos da Escola Municipal de Bailados).
O Corpo de Baile Jovem pede por uma moldura adequada para que suas conquistas possam ser apreciadas - que não pode ser reduzida à coabitação no espaço dos profissionais. Como há grupos semelhantes espalhados por todo o País, a questão merece ser enfrentada por esse coletivo.

Todos precisam de oportunidade para consolidar a sua dança, mas será preciso propor estratégias adequadas para a difusão desse tipo de trabalho - afinal, bem importante para o desenvolvimento da dança profissional.

Quanto à Constanze, representa um avanço e tanto na trajetória do Balé da Cidade. Em primeiro lugar, por ser a primeira das duas coreografias que Mário Nascimento está criando nesse semestre para a companhia (a próxima, Onde Está o Norte?, estréia em junho). Essa nova proposta da direção merece ser celebrada, pois o fato de um mesmo coreógrafo poder permanecer tantos meses ensaiando com o elenco rompe com o mecanismo nefasto da coreografia-delivery que vinha se transformando em hábito (aquele onde o coreógrafo estrangeiro chega, fica uns poucos dias, monta a sua obra, e volta depois, na época da estréia, para limpar a obra).

A direção acerta também quando escolhe Mario Nascimento para propor esse outro modo da companhia funcionar. Não somente porque Nascimento é hoje, no Brasil, um dos profissionais mais talentosos, mas sobretudo porque a movimentação que vem construindo promove rearranjos muito bem-vindos no corpo do elenco do Balé da Cidade.

Em Constanze, cada uma das 13 bailarinas, a seu modo, zela para que sua movimentação não continue servindo a velhos hábitos. Já se nota, na dança que estão mostrando, a presença de um certo frescor no modo de articular e desarticular. O movimento escorre, tropeça, soluça, desvia, desloca, volta pro eixo e o abandona. O corpo desenha esquinas e curvas, praças e becos.

Como se trata de uma peça encomendada pela direção do Teatro Municipal para seu ano Mozart (1756-1791), Constanze, que usa a Sinfonia nº 41, antecedida por uma leitura da Lacrimosa (do Réquiem) por Fabio Cardia, funciona com um aperitivo para o que deve vir por aí com Onde Está o Norte?. A habilidade em começar a construir esse outro entendimento de dança, que o elenco, dedicado e competente, já consegue delinear, nesse caso funciona também como um bom avalista do atual projeto de Mônica Mion, a diretora do Balé da Cidade.

Constanze e Anlage. Teatro Municipal. Pça. Ramos de Azevedo, 3222-8698. Hoje e amanhã, 21h; dom., 17h. R$ 10 a R$ 15

Estadão Online

... e para quem está em Curitiba.

Balé Guaíra apresenta "Caixa de Cores" e "Pequeno mundo"

O Balé Teatro Guaíra faz duas apresentações neste fim de semana, no Guairão. No programa as coreografias "Caixa de Cores", de Luiz Fernando Bongiovanni, e "Pequeno Mundo" (Werschwindend Kleine Welt), do alemão Felix Landerer. As apresentações acontecem neste sábado (8) e no domingo (9).

Os dois coreógrafos foram convidados, no ano passado, pelo Centro Cultural Teatro Guaíra, para preparar estes dois trabalhos que estrearam em setembro de 2005.Bongiovanni usou, para "Caixa de Cores" a essência do trabalho do físico Isaac Newton. O coreógrafo fala que o aspecto físico, como o comprimento de onda, de uma determinada cor acaba associando-a a um estado de espírito. Já o coreógrafo alemão, bailarino do Teatro de Hanover, fez no Balé Teatro Guaíra, o seu primeiro trabalho fora da Alemanha.

A pesquisa de Landerer trilhou os sentimentos que surgem quando uma pessoa perde a memória, seja por doença degenerativa, idade ou acidente. Com o nome de Werschwindend Kleine Welt (Pequeno Mundo), a coreografia aborda o começo deste processo, quando as pessoas ainda têm lucidez sobre os fatos.

Serviço: "Caixa de Cores" e "Pequeno Mundo". Sábado (8) às 20h30 e domingo (9) às 18 horas. Teatro Guaíra (Praça Santos Andrade, s/nº) Tel.: 3304-7900. R$ 10,00.

Gazeta do Povo Online