sexta-feira, 14 de abril de 2006

A Filha do Faraó - Vídeo

Continuando com a série de posts sobre o balé de repertório "A Filha do Faraó", disponibilizamos hoje um vídeo que mostra um trecho da cena da caçada. Quem dança o papel de Aspicia é Maria Alexandrova. A coreografia é muito legal; a música fica um pouquinho para trás... Mas a Alexandrova é linda dançando e vale a pena. Basta clicar no link abaixo com o botão direito do mouse e selecionar "Salvar destino como" ou "Save as" para começar o download.
Originalmente, esse vídeo se encontra no link http://m-alex-video.narod.ru/.

http://m-alex-video.narod.ru/MA_Pharaoh05.mpg

Amanhã, coloco aqui comentários e curiosidades a respeito do balé!

quinta-feira, 13 de abril de 2006

A Filha do Faraó - Fotos

Montei um álbum de fotos desse balé no www.flickr.com. Por lá, fica mais fácil de acessá-las. Para chegar no álbum, desça a barra de rolagem do blog e veja as fotos encontradas na coluna da direita. Daí, basta clicar em cima e apreciar.
As fotos fizeram parte da divulgação da turnê do Bolshoi nos Estados Unidos em 2005.
Tem muita coisa linda! Atentem para os suntosos cenários da produção. Outra coisa bacana é ver as belas Zhakarova e Alexandrova, que se revezam no papel de Aspicia, a Filha do Faraó.
A Filha do Faraó - Libreto

Hoje e amanhã, vamos falar do balé de repertório "A Filha do Faraó", criado em 1862 por Petipa para o Kirov de então. Foi um de seus primeiros balés, mas, com o tempo, ele ficou esquecido. Em 2000, Pierre Lacotte decidiu remontá-lo e o Bolshoi foi a casa que recebeu a nova coreografia. Neste post, apresentamos o libreto do balé dividido por atos. Mais tarde e amanhã, posto aqui comentários curiosos sobre a produção, fotos e vídeos desse novo repertório que promete muito em breve invadir os festivais de dança com novas variações! Curtam a história por enquanto:

ATO I:

Cena 1: Lorde Wilson é um arqueólogo inglês. Numa expedição ao Egito, ele e seu serviçal, John Bull, são convidados para visitarem a tenda de alguns mercadores. No entanto, o local é atingido por uma tempestade de areia e, subitamente, os dois amigos se vêem no interior de uma pirâmide. Abalado, Lorde Wilson fuma ópio e adormece. Eis que, de repente, surge uma princesa egípcia, Aspicia. Ela transforma os exploradores ingleses também em egípcios. Lorde Wilson e John Bull são, agora, Ta-Hor e Passiphonte.

Cena 2: Na floresta, Aspicia acompanha seus servos em uma caçada. Ela é atacada por um leão e Ta-Hor a salva. Os dois se apaixonam. Neste momento, o Faraó aparece e manda prenderem o jovem por abraçar sua filha.

Cena 3: De volta ao templo, o Faraó faz um acordo para casar Aspicia com o Rei da Núbia mesmo contra a vontade da filha. Durante a cerimônia, Ta-Hor se liberta e salva a moça do matrimônio indesejado. Os dois fogem. O Faraó e o Rei vão atrás de capturar a noiva fugitiva e o amante dela.


ATO II:

Cena 4: Ta-Hor e Aspicia escondem-se em uma cabana de pescadores à beira do Rio Nilo. Ele sai para pescar com os outros moradores e deixa Aspicia sozinha. Ela é, então, surpreendida pelo Rei da Núbia, que a ameaça caso não retorne para o reino com ele. Sem pensar duas vezes, a jovem mergulha no rio, deixando claro que prefere morrer a casar-se com ele. Quando Ta-Hor e Passiphonte voltam à cabana, o Rei os captura.

Cena 5: Aspicia chega ao fundo do mar, lugar de confluência de vários rios que dançam para ela. Ela também encontra o Deus do Nilo, que a permite voltar à terra para encontrar o seu amado.


ATO III:

Os pescadores encontram a princesa na beira do rio, justo quando Ta-Hor está prestes a ser condenado à morte sob a acusação de ter provocado a morte de Aspicia. A jovem culpa o Rei da Núbia por sua tentativa de suicídio e implora a seu pai para que Ta-Hor seja libertado. Ao ter o pedido negado, ela tenta se suicidar mais uma vez. Para impedir o feito, o Faraó volta atrás e finalmente abençoa a união do casal.

Neste momento, Lorde Wilson acorda ao lado do sarcófago de Aspicia e percebe que todas as emoções vividas no Egito Antigo não passaram de um sonho.

quarta-feira, 12 de abril de 2006

Novo filme de dança a caminho!


Take the Lead é o título da mais nova produção cinematográfica de dança da Fox. O filme estreou na última sexta-feira (dia 7) nos Estados Unidos e já se encontra em terceiro lugar nas bilheterias, arrecadando R$ 12, milhões apenas no primeio fim-de-semana em cartaz. O enredo é inspirado na história real de Pierre Dulane (interpretado por Antonio Banderas), um ex-bailarino que agora se encarrega de ensinar dança de salão em uma escola pública de Nova York. No entanto, ele sofre a resistência e o preconceito dos alunos, que preferem o hip hop. Juntos eles vão ponderar as diferenças e criar um novo estilo de dança.

Dessa forma, a produção parece construir-se como mais um filme-clichê de dança ou de professores carismáticos com "profundas" lições de moral. Mas não podemos julgá-lo pelo trailer, não é mesmo? Quem sabe o título surpreende. Pelo menos, temos certeza de que haverá cenas de dança (e, geralmente, elas pagam o filme para nós bailarinas e bailarinos!).

No Brasil, o longa vai se chamar Vem Dançar e deve estrear no dia 2 de junho. Até lá, fiquei com o trailer! Para puxar, clique no link abaixo com o botão direito do mouse e selecione "Salvar destino como" ou "Save as".

CLIQUE AQUI E PUXE O TRAILER DO FILME

domingo, 9 de abril de 2006

Dança e Cinema

"Não deveria haver revolução sem dança"

- V, personagem-título de V de Vingança, filme atualmente em cartaz nos cinemas de todo o país.
Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

sábado, 8 de abril de 2006

Para quem está em São Paulo...

Balé da Cidade de São Paulo estréia Constanze no Municipal

Coreografia de Mario Nascimento para o Balé da Cidade é um avanço na trajetória da companhia
por Helena Katz
Constanze, coreografada para o Balé da Cidade de São Paulo


SÃO PAULO - A estréia de Constanze, coreografada por Mario Nascimento para o Balé da Cidade de São Paulo, em cartaz no Teatro Municipal até domingo, aconteceu dentro de um tipo de programação que agregou a Cia. 2, espalhada por vários espaços do teatro, às 20 horas, em Fragmentos Mozartianos, com direção de Fabio Mazzoni; o Corpo de Baile Jovem, que abriu a noite na sala principal, dançando Anlage, de Flávio Lima; e a Orquestra Sinfônica Municipal, em dia de estréia de seu novo regente, José Maria Florêncio.

Comecemos pela relação música-dança. Tocar para uma companhia de dança/dançar com orquestra ao vivo pede por um expertise bem mais complexo do que simplesmente reunir dois corpos estáveis no mesmo espaço, para que cada um realize o que sabe fazer sem o outro. Será louvável, caso não se configure como um arroubo administrativo e sim, como um projeto de gestão.

Faz-se mesmo necessário inventar modos da Cia. 2 se relacionar com seus colegas de elenco do Balé da Cidade. Ter eleito a ocupação espacial do teatro como um parâmetro resultou em uma boa experiência. Todavia, o mesmo não vale para a acomodação que foi feita entre profissionais (as duas cias. do Balé da Cidade) e não-profissionais (os alunos da Escola Municipal de Bailados).
O Corpo de Baile Jovem pede por uma moldura adequada para que suas conquistas possam ser apreciadas - que não pode ser reduzida à coabitação no espaço dos profissionais. Como há grupos semelhantes espalhados por todo o País, a questão merece ser enfrentada por esse coletivo.

Todos precisam de oportunidade para consolidar a sua dança, mas será preciso propor estratégias adequadas para a difusão desse tipo de trabalho - afinal, bem importante para o desenvolvimento da dança profissional.

Quanto à Constanze, representa um avanço e tanto na trajetória do Balé da Cidade. Em primeiro lugar, por ser a primeira das duas coreografias que Mário Nascimento está criando nesse semestre para a companhia (a próxima, Onde Está o Norte?, estréia em junho). Essa nova proposta da direção merece ser celebrada, pois o fato de um mesmo coreógrafo poder permanecer tantos meses ensaiando com o elenco rompe com o mecanismo nefasto da coreografia-delivery que vinha se transformando em hábito (aquele onde o coreógrafo estrangeiro chega, fica uns poucos dias, monta a sua obra, e volta depois, na época da estréia, para limpar a obra).

A direção acerta também quando escolhe Mario Nascimento para propor esse outro modo da companhia funcionar. Não somente porque Nascimento é hoje, no Brasil, um dos profissionais mais talentosos, mas sobretudo porque a movimentação que vem construindo promove rearranjos muito bem-vindos no corpo do elenco do Balé da Cidade.

Em Constanze, cada uma das 13 bailarinas, a seu modo, zela para que sua movimentação não continue servindo a velhos hábitos. Já se nota, na dança que estão mostrando, a presença de um certo frescor no modo de articular e desarticular. O movimento escorre, tropeça, soluça, desvia, desloca, volta pro eixo e o abandona. O corpo desenha esquinas e curvas, praças e becos.

Como se trata de uma peça encomendada pela direção do Teatro Municipal para seu ano Mozart (1756-1791), Constanze, que usa a Sinfonia nº 41, antecedida por uma leitura da Lacrimosa (do Réquiem) por Fabio Cardia, funciona com um aperitivo para o que deve vir por aí com Onde Está o Norte?. A habilidade em começar a construir esse outro entendimento de dança, que o elenco, dedicado e competente, já consegue delinear, nesse caso funciona também como um bom avalista do atual projeto de Mônica Mion, a diretora do Balé da Cidade.

Constanze e Anlage. Teatro Municipal. Pça. Ramos de Azevedo, 3222-8698. Hoje e amanhã, 21h; dom., 17h. R$ 10 a R$ 15

Estadão Online